AVISOS / COMUNICADOS

Atenção, Equipes Finalistas!

O evento da etapa estadual do Desafio Celso Furtado, será realizado no próximo dia 22 de Abril de 2021 às 18:30h, no Canal do Youtube da SEECT/PB. Esperamos que todos e todas possam comparecer e prestigiar os projetos finalistas de estudantes e professores(as) da rede estadual de ensino.

Classificação Final das Equipes - Etapa Estadual

Confira a classificação das equipes nesta última etapa do Desafio!

Orientações para a 2ª etapa dos Finalistas do Desafio Celso Furtado

Atenção às equipes Finalistas do Desafio Celso Furtado, seguem as orientações para a 2ª etapa do Desafio.
A leitura e compreensão destas são imprescindíveis e fundamentais para que esta etapa final ocorra com o máximo de fluidez, uma vez que será realizada de forma remota.

Ademais, colocamo-nos à disposição para demais esclarecimentos às equipes.

-Comissão do Desafio Celso Furtado

RETIFICAÇÃO - Equipes Selecionadas na Etapa Escolar

Salve! salve!

Após o período de recurso estabelecido no último cronograma divulgado, a SEECT vem tornar público os recursos recebidos e avaliados pela comissão do Desafio Celso Furtado. No documento há as respostas aos recursos recebidos e a retificação das equipes selecionadas para a 2ª etapa - Etapa Estadual - do Desafio Celso Furtado.

RESULTADO DA ETAPA ESCOLAR DESAFIO CELSO FURTADO

Nota Explicativa:

Ressaltamos que a pontuação da primeira fase era até 6,0 pontos, conforme preconizado no edital 020/2020.

Ademais, no documento publicado, contém a pontuação APENAS das 15 equipes com os projetos melhores avaliados.

Caso as equipes não classificadas queiram saber sua pontuação, por favor, solicitem através de Recurso, para o e-mail giovanialiraci9@see.pb.gov.br que enviaremos a nota, juntamente com os feedbacks do(a) especialista avaliador(a).

CRONOGRAMA EXTRA DE ATENDIMENTO - ESPECIALISTAS

Atenção, equipes inscritas no Desafio Celso Furtado, o cronograma de ENVIO DO PROJETO DE IMPLEMENTAÇÃO E DO RELATÓRIO DE EXECUÇÃO para a Comissão do Desafio, foi alterado.

Os documentos deverão ser enviados no formato PDF, via Google Forms, do dia 20/01/2021 até 29/01/2021, impreterivelmente.

CRONOGRAMA EXTRA DE ATENDIMENTO - ESPECIALISTAS

EDITAIS

A Memória do Futuro

Rosa Freire d’Aguiar

Diretora do Centro Celso Furtado


“Quero registrar hoje, aqui, uma idéia que há tempo venho acariciando: escrever uma História da Civilização Brasileira”.

20 de agosto de 1937. Celso Furtado2]

Vem de longe, das páginas de um diário adolescente, o primeiro acorde do que se tornaria o tema poderoso e abrangente, harmônico e variado de uma sinfonia que se confunde com a própria vida de Celso: entender o Brasil, a história, os homens. A imagem musical se detém na outra paixão daquele jovem de 17 anos: a música, aprendida na Paraíba, discutida em acaloradas conversas na praia de Tambaú com os amigos do Liceu Paraibano. Mais tarde, já no Rio, a música alimentaria o sonho de ser crítico musical, o desassombro nas conversas com Villa-Lobos, o fervor de assistir a um concerto de Toscanini. Mais tarde ainda, a música seria refúgio das horas claras ou turvas, das alegrias e dos trancos, das retomadas enriquecidas pela dor da experiência.

O desejo obstinado de entender o Brasil pressupôs entender por que o país era subdesenvolvido, e, corolário, a mecânica do subdesenvolvimento. Essa a marca primordial de sua trajetória, que ganhará a um só tempo amplidão e profundidade para se desdobrar em muitas outras na construção do Brasil e de seu destino. Autor de cerca de 30 títulos, alguns definitivos para a história do pensamento econômico moderno, do Brasil e América Latina, o intelectual não se satisfez em apontar caminhos, foi buscar na realidade o interlocutor passível de conduzir o país ao pleno desenvolvimento, dando às idéias a musculatura da esperança em ação.

Se a vida pudesse ser desfiada em acelerado, eu lembraria que Celso foi jornalista aos 19 anos, funcionário público aos 23, advogado aos 24, doutor em economia aos 28; foi segundo tenente da FEB aos 24, pioneiro da Cepal aos 29, criador e superintendente da Sudene aos 39, ministro do Planejamento aos 42; foi professor de grandes universidades na Europa e nos Estados Unidos, embaixador e ministro da Cultura.

Lembraria o rigor do caráter. O indisfarçável orgulho de ter sido nada mais que um servidor da coisa pública, sempre e apenas em governos civis. O rigor do pensamento. Fosse na formulação teórica, fosse na frase clara, sem titubeios, elegante, literária. O rigor do intelectual. O atrevimento de pensar por conta própria, de estender à economia a necessária visão interdisciplinar e humana. O reconhecimento recebido como o teórico do subdesenvolvimento.

Lembraria os não-ditos: o peso do exílio que calou fundo, a tristeza de ter sido expelido de seu país, “que deixara de ser a pátria que protege para transformar-se em ameaça”. O acabrunhamento, ao ouvir os ecos da brutalidade do regime que o punira injustamente. Diria que Celso personificava a definição de jornalismo cunhada por Cláudio Abramo: o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter. Lembraria a gesticulação das mãos. A marca dos grandes maestros quando querem transmitir paixão à sua regência.

Lembraria tudo isso e muito mais. Mas, de certa forma, já foi lembrado. Por Celso, em seus três livros de memórias intelectuais. Pelos que crêem em suas idéias. E até pelo pequeno exercício que um dia fizemos a quatro mãos, a cronologia biográfica que, pelas artes e manhas da internet, ganhou vida própria e ressurge ora aqui ora acolá no emaranhado mundo virtual.

MATERIAIS DE APOIO

CONTATO / DÚVIDAS

Giovania de Andrade Lacerda Lira

Luiza Iolanda Pegado Cortez de Oliveira

ONU